Base233
Transmitindo direto da Estação de Trabalho Macintosh a 233 MHZ com iMac Bondinho rodando Mac OS 8.5 pronto para lançar literatura, poesia, informática, jornalismo e elucubrações pseudo-filosóficas sobre o ser e o nada.


quinta-feira, novembro 29, 2001 7488694"> 

Hélio Sassen Paz, Designer, lê o Base233
posted by Rogério de Moraes :: 01:26

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7486756"> 

Fragmentos de Pessoa:

"Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro."

...........................................

"E gozo num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto."


Trechos de "Tabacaria", Álvaro de Campos
posted by Rogério de Moraes :: 00:15

Nome:
E-mail:
Mensagem:




quarta-feira, novembro 28, 2001 7456461"> 

Parabéns à TV Cultura

Calma. Não pensem que estou elogiando a TV Cultura por sua postura intransigente para com o caso Soninha. Parabenizo, sim, a postura da emissora em abrir espaço dentro de sua programação para o debate, a crítica e a discussão franca do caso. Sem censura. Deu a cara a tapa sem medo de cumprir seu papel de TV pública. Que sirva de exemplo para as demais emissoras de TV. Mas sei que isso é utopia.

posted by Rogério de Moraes :: 00:05

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7456433"> 

Questão Soninha

Só para encerrar a discussão sobre a demissão da apresentadora Soninha, que não teve reflexos neste blog. Depois do debate de hoje no Observatório da Imprensa exibido pela TV Cultura, só resta uma conclusão.

Na questão Soninha x TV Cultura x Revista Época quase não houve acertos de nenhuma das partes. Há pouquíssimos atenuantes para a postura de todas elas. O que houve sim, foram erros. Uma cadeia de erros.
Soninha errou por ingenuidade e imaturidade. Revista Época errou por ganância, descaso e irresponsabilidade. Direção da TV Cultura errou por precipitação e intolerância. E a sociedade brasileira vem errando por negligência e desinformação.

posted by Rogério de Moraes :: 00:04

Nome:
E-mail:
Mensagem:




terça-feira, novembro 27, 2001 7443402"> 

Soberania despedaçada.

Ainda no tema da globalização quero tratar da questão da soberania nacional. Este assunto foi abordado pelo sociólogo Octávio Ianni no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de ontem. Os críticos do governo FHC (cerca de 160 milhões de pessoas, mais ou menos) o chamam de entreguista, devido ao processo de privatização e de abertura de mercado que foi levado a cabo pelo seu governo. Dizem que perdemos (ou vendemos) nossa soberania nacional, que as multinacionais invadiram nosso país e até que estamos perdendo nossa identidade nacional. Mas eu pergunto: o que é soberania? Mas não quero respostas baseadas em conceitos do século passado. Quero respostas embasadas na realidade geopolítica do século XXI… Silêncio… Foi o que pensei.

O conceito de soberania, assim como toda uma série de questões, também passam por uma transição e reformulação. Estamos no olho do furacão de um processo histórico e social (perdoem-me a repetição) e qualquer tentativa de explicar conceitos arcaicos sob a ótica da modernidade, corre o risco de cair no vazio. Como foi dito no programa de ontem, estamos analizando o futuro sob a ótica do passado. Para usar um termo jurídico: não existe jurisprudência. Não me tomem por covarde. Não digo que não se deva tentar. O que afirmo é que o risco da leviandade por falta de histórico é muito grande. Também não defendo totalmente a postura do governo FHC em relação ao conceito de soberania. Apenas acho injusto jogar sobre as costas de um único governo, as responsabilidades de 500 anos de má-formação política e econômica. As intenções e idéias do governo, de um modo geral, são boas. Mas os processos pelos quais são implementadas trazem vícios perniciosos que deturpam, distorcem, corrompem e pulverizam seus resultados. Tem muito mais haver com nossa estrutura política e social do que com má gestão. E é isso, a meu ver, que descaracteriza o que se tem chamado de entreguismo e venda da soberania nacional. Isso, sem falar da tal nova ordem mundial.

Uma vez inseridos na globalização, a questão de soberania sofre ainda mais modificações e distorções em comparação ao que se convencionava considerar sobrania. Tomo com exemplo, mais uma vez, o que foi dito no programa de ontem. O exemplo é a França e outros países que compõem a Comunidade Européia. Em prol de um objetivo comum todos tiveram de abrir mão de suas moedas nacionais, bem como da independência de seus bancos centrais. Tiveram de ajustar suas constas externas, taxas de inflação e mais uma série de indicadores econômicos para serem aceitos em uma comunidade. Diante desse fato, onde se insere o conceito de soberania como o conhecemos até hoje?

O que é soberania em tempos globalizados? Não temos ainda as respostas, pois as fronteiras se tornam cada vez mais tênues e inconstantes. Mas certamente não será nada parecido com o que vimos até agora. E com Brasil não poderá ser diferente. Os dois caminhos são claros: inserir-se ou isolar-se. E depois da adesão da China à OMC, não creio que a segunda alternativa possa sequer ser cogitada. Não por uma questão de alinhamento, mas por uma questão de sobrevivência.
posted by Rogério de Moraes :: 15:11

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7443386"> 

Um simples processo histórico

Acredito que já seja um consenso entre os homens de pensamento que a globalização, a despeito de certas características negativas, é um fenômeno irreversível. Isso é um fato. Assim como é fato que, em certos aspectos, esta globalização favorece enormemente as nações desenvolvidas e desfavorece, em outros aspectos, os países ditos em desenvolvimento. Tudo isso é um fato. E tudo isso me faz lembrar um antigo professor meu que gostava de afirmar que contra fatos não há argumentos. Assino embaixo.

Muito se tem falado, discutido e criticado sobra a tal globalização. Palavra que detesto, mas que infelizmente não tem sinônimos adequados no momento. Muito já se sangrou em protestos, muito já se correu e apanhou desde Seatle. E o que ninguém parece enxergar são os fatos. Em duas palavras: fenômeno irreversível.

Não trata-se mais de uma simples questão de quem se beneficia. O precesso histórico e social por que passa o mundo neste momento não é gerido por uma única mente ou uma única nação. É, como eu disse, um precesso histórico. Simplesmente está acontecendo em virtude da convergência de uma série de fatores sociais, econômicos, tecnológicos e geopolíticos. Não existe uma mente diabólica, com uma plano de dominar o mundo, por trás disso.

E se é assim, o que nos resta fazer? Simplesmente constatar o óbvio (estou me segurando para não dizer ululante), e trabalhar, planejar diante dos cenário que se apresentam. Resmungar, reclamar, protestar irresponsavelmente, não vai trazer soluções para o Brasil, ou para o mundo, ou para os pobres, ou para os oprimidos. É preciso tratar a questão com seriedade e responsabilidade. É preciso se preparar para o invitável (econômico e social) que bate em nossa porta, para que estejamos prontos para minimizar seus efeitos negativos, mas, principlamente aproveitar ao máximo, seus benefícios. Globalização não é a personificação do Grande Satã, nem sinal dos tempos. É apenas mais um período de transição pelo qual passa a humanidade e cabe a nós constatar o óbvio e trabalhar sobre os fatos.
posted by Rogério de Moraes :: 15:10

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7429093"> 

Entre o meio e o extremo

A pior defesa é a tentativa de defender o indefensável. Diante de questões como globalização, democracia, capitalismo e liberalismo, o sociólogo Octávio Ianni pareceu meio confuso em sua entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Oscilando entre extremos incompatíveis como a defesa da globalização e a apologia (ainda que velada) do socialismo, não foi conclusivo sobre quase nada do que afirmou. Este foi um programa em que as participações da banca entrevistadora foram mais interessantes do que as respostas do entrevistado. Com destaque para o Sr. Reinaldo Azevedo da revista República.

Mas o ponto alto da incoerência do entrevistado ocorreu quando ele se viu diante da questão China. Entre constrangido e sem argumentos, tentou defender o regime socialista chinês apesar da nefasta ditadura que lá existe. Quando questionado sobre a ditadura chinesa respondeu com a seguinte pergunta: “- O que é democracia?”, tentando inibir o entrevistador com ar professoral (coisa que certo amigo meu faz muito e irritantemente bem). É evidente que não há meios de defender o regime político chinês seja pelo pseudo-socialismo que lá agoniza, seja pela postura ditatorial-corrupta que governa aquele quinto da população mundial. O historiador Eric Hobsbawm em 1994, no lançamento de seu livro “Era dos Extremos – O Breve Século XX 1914-1991”, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo que o socialismo não havia morrido, pois 1/5 da população mundial ainda vivia sob esse regime. Gostaria de saber o que Hobsbawm disse quando a mesma China entrou para a OMC?

E ainda tem gente que vem me dizer que no meio está o medíocre. Humpf!!!

posted by Rogério de Moraes :: 01:16

Nome:
E-mail:
Mensagem:




segunda-feira, novembro 26, 2001 7398778"> 

Nova Cara

Como podem ver dei uma pequena reformulada no blog. O conteúdo é o mesmo, só mudei a cara dele. Como devem ter percebido também, faz algum tempo que não publico nada de novo. É que ando meio "atrapaiado", como dizia um amigo meu. Mas amanhã ou depois volto a escrever aqui. Continuem vindo dar uma olhada e contribuindo com críticas e sugestões.
posted by Rogério de Moraes :: 00:18

Nome:
E-mail:
Mensagem:




sexta-feira, novembro 23, 2001 7333431"> 

MANIFESTO MASCULINO DEFINITIVO.

Mulher:

1. Se você pensa que está gorda, é bem provável que você esteja certa. Não me pergunte. Me negarei a responder.

2. Se você não se veste como as modelos de roupa íntima, não espere que eu me comporte como os galãs das novelas.

3. Se você quer algo, peça. Deixemos isto claro:
-As indiretas sutis não funcionam.
- As indiretas diretas não funcionam.
- As indiretas muito óbvias também não funcionam.
Diga as coisas tal como são.

4. Se você faz uma pergunta para a qual não quer resposta, não se zangue ao ouvir o que você não quer.

5. Às vezes não estou pensando em você. Nada está acontecendo. Por favor acostume-se a isto. Não me pergunte no que estou pensando, a menos que você esteja pronta para falar de temas como política, economia, futebol ou carros esportivos.

6. Domingo = Churrasco/Amigos/Esportes na TV. É como a lua cheia ou a maré. Não pode ser evitado.

7. Ir às compras não é divertido e, não, nunca vou considerá-lo dessa maneira.

8. Quando temos que ir a algum lugar, absolutamente qualquer coisa que você vestir está bom. DE VERDADE.

9. Você tem roupa suficiente. Você tem sapatos demais. O choro é chantagem...

10. A maioria dos homens têm três pares de sapatos. O que faz você pensar que eu sirvo para decidir qual dos 30 pares que você tem vai melhor com aquele vestido?

11. Simples “SIM” e “NÃO”, são respostas perfeitamente aceitáveis para qualquer pergunta.

12. Venha a mim com um problema somente se você quiser ajuda para resolvê-lo. Para isto sirvo. Não me peça empatia como se eu fosse uma de tuas amigas.

13. Uma enxaqueca que dura 17 meses é um problema. Melhor ir ao médico.

14. Se algo que eu disse puder ser interpretado de várias formas e uma delas deixa você triste ou zangada, a minha intenção era dizer a outra.

15. TODOS nós homens vemos não mais do que 16 cores. O salmão é um peixe, não uma cor.

16. Onde eu tiver coceira, vou me coçar. Não importa quando, onde nem na frente de quem.

17. A cerveja nos emociona tanto como as bolsas a vocês.

18. Se eu perguntar se está acontecendo algo e a tua resposta for "nada", minha reação será como se nada estivesse acontecendo.

19. Que diabos é a cor fúcsia? E mais, Como diabos se escreve?

20. Não me perguntes "Você me ama?”. Tenha certeza de que se não te amasse não estaria com você.


POR FAVOR, DISTRIBUAM ESTE MANIFIESTO PARA O MAIOR NÚMERO DE MULHERES POSSÍVEL, ASSIM TALVEZ ENTENDAM OS HOMENS DE UMA VEZ POR TODAS. E DISTRIBUAM TAMBÉM PARA TODOS OS HOMENS QUE CONHEÇAM PARA QUE SAIBAM QUE NÃO ESTÃO SOZINHOS NA LUTA.

posted by Rogério de Moraes :: 00:10

Nome:
E-mail:
Mensagem:




quinta-feira, novembro 22, 2001 7308902"> 

Sobre C.L.T. e Livre Negociação.

Vou tentar ser breve, pois este assunto já está me dando nos pacobá…

Duas opções claras: demitir funcionários ou renegociar salários e demais benefícios para preservar o emprego do cidadão. Ah… mas a lei não permite redução de salário. Então demite. Simples.

Em outro cenário: tá liberado, pode negociar salário e demais benefícios. Então empresas não muito éticas e corretas, alegando falsas dificuldades, impõem duras condições pela manutenção dos empregos. E o cidadão roda. Simples.

É claro que não sou tão ingênuo a ponto de achar que estes exemplos maniqueístas sejam a síntese mais bem acabada do problema da livrene gociação entre patrões e empregados, que esteve na pauta de votação do congresso hoje. Absurdamente polêmica, pela natureza corporativista de nosso país, a questão aqueceu os ânimos de nossos representantes e ganhou destaque nos telejornais de hoje. A votação foi adiada por falta de… de… digamos… consenso. A oposição é contra, naturalmente, pois nossa oposição se opõe por opor, sem considerar os verdadeiros benefícios do que quer que esteja sendo votado. A postura da oposição é ser contra o que quer que venha do governo, pouco se importando se é bom ou não para o povo que ela, legitimamente, representa. E eu que botava tanta fé nessa gentinha medíocre e hipócrita.

Voltando. Sou, incondicionalmente, a favor da livre negociação. É indiscutivelmente a melhor solução diante da conjuntura econômica e social das nossas metrópoles. Só para constar, por conta de nossa legislação trabalhista arcaica e ultrapassada 60% de nossa força de trabalho está alocada no mercado de trabalho informal. Sem nenhum direito, nada, nadinha. Se tivéssemos uma legislação mais flexível, certamente maior parte desses, quase excluídos, poderiam estar gozando de, no mínimo, uma parte dos benefícios a que não tem direito hoje. E também, mais postos de trabalho seriam gerados. Mas para quê, né? Está bom assim. É melhor continuar desempregado, humilhado, com a auto-estima estraçalhada e sem ganhar nada, do que fazer um acordo que, inicialmente, pode até beneficiar mais ao patrão do que ao empregado, mas que pelo menos garanta a este último um emprego e um pouco mais de dignidade.

Adoro analogias. Imaginem uma cirança que vai estudar no mesmo colégio desde o ensino fundamental até o superior. No início a mãe a leva pela mão, diariamente, até o colégio. Mas algum dia ela terá de ir sozinha e isso não precisa ocorrer, necessariamente somente após a sua maioridade. Pode ser bem antes. É claro que há riscos. Ela pode se perder algumas vezes e se atrazar ou mesmo se empolgar com a liberdade, tropeçar e ralar o joelho. Mas um dia, certamente ela aprenderá. E não vai mais ralar o joelho.

posted by Rogério de Moraes :: 00:11

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7308895"> 

Instrui-vos
posted by Rogério de Moraes :: 00:11

Nome:
E-mail:
Mensagem:




domingo, novembro 18, 2001 7215550"> 

Lista de Famosos

A seguir a lista de famosos que lêem o iBase233:



Jaciara, Júnior, Daniela e Lucas lêem o iBase233

Alex Costa lê (e acho que não gosta) o iBase233

Carmen (Cacau) lia (e acho que não vai ler nunca mais) o iBase233

Minha avó lê (e não entende nada) o iBase233

Marcelo Tas do Vitrine nem sabe que existe o iBase233

Jô Soares jamais leria o iBase233

Rubem Fonseca... ahhh... Rubem Fonseca...

Confrade Piu lê o iBase233


posted by Rogério de Moraes :: 14:24

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7206544"> 

Entre chocolates e ciências socias, Platão e Sócrates, cinema e vídeo, poesia e literatura, MTV e MPB...
Entre o Fonseca que te dei, entre teu sorriso e mau-humor, entre teu enigma e olhar...
Entre nossas diferenças e semelhanças  - sempre gigantes...
Ás vezes é quese impossível não querer te beijar.
------------------------------------------------------------------------


Meu Conto

Queria escrever um conto
Que contasse com descaso
O encanto de meu caso
Que te conto com recato

E se acaso tu quiseres
Ler meu conto em teu quarto
E se acaso tu pensares
Que te quero em meu quarto

Não te espantes pelo fato
Pois te quero e não disfarço
E te falo sem mistério
Que o encanto de meu conto
Não está no descaso de meu caso
Nem no acaso de teu espanto

Na verdade, o encanto de meu conto
Está no quanto ele é um sonho
No qual beijo teu sorriso
E em teu colo me acanto.

Rogério de Moraes
31/01/2001

Para Cau, o encanto que não conto,
mas que do latim vem a ser poema.
posted by Rogério de Moraes :: 01:32

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7206434"> 

Cau, não vou nem falar nada. Seria perda de tempo. Te adoro.

posted by Rogério de Moraes :: 01:27

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7206329"> 

Pinacoteca: a saga.

Ok, enquanto não enlouqueço, vou falar mais sobre minha visita à Pinacoteca do Estado. Tenho de admitir: minha motivação em ir até lá não foi o Rodin, foi o Maurício de Souza. Mais precisamente a exposição História em Quadrões, na qual Maurício de Souza reproduz quadros famosos utilizando os personagens da Turma da Mõnica. Se você tem filhos, não deixe de levá-los. Eu mesmo, não tendo filhos, levei uma criança, a que mora dentro de mim (ah... que lindo isso, né!?). E me diverti como tal. Até peguei autógrafo do Maurício de Souza, coisa que nunca fiz em minha vida e achei que nunca fosse fazer (pedir autógrafos, entende?). Mas foi impossível resistir. Lá estava eu, na fila, postal da "Monicalisa" na mão, cercado de crianças esperando a hora de pegar meu autógrafo e tirar uma foto. Meu consolo é que não estava sozinho. Fábio, Otávio, Regianne e Renata - todos já bem grandinhos - faziam companhia e coro em minhas expectativas e ansiendades.

Ah... a exposição. Maravilhosa. Ver os personagens da Turma da Mônica em quadros tão famosos também foi ma experiência inusitada. Para os marmanjos, vale recordar um pouco da infância, quando aqueles personagens faziam parte de nosso dia-a-dia. Para as crianças é, acima de tudo, uma oportunidade de aprender um pouco sobre arte, pois todos os quadros são acompanhados de explicações e referências em linguagem bem compreensível. Confesso que também aprendi muito.

Enfim, posso dizer que minha visita à Pinacoteca foi uma experiência que beirou o surreal. Pois vi-me diante de mim mesmo por duas vezes. Diante da Porta do Inferno deparei-me com o rogério-homem, introspectivo e reflexivo sobre o que via e sentia. Mas não sem antes ter brincado com o rogério-criança, que sorrira (e, de certa forma, às vezes até chorara) diante dos personagens que fizeram parte em sua infância.
posted by Rogério de Moraes :: 01:21

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7205852"> 

Porta do Inferno II

Sinto como se pudesse escrever milhões de pergaminhos a respeito de minhas impressões e sensações diante da Porta do Inferno. Ainda ouço suas vozes. Talvez já esteja enlouquecendo. Perdoem-me o trocadilho de mau gosto, mas foi uma visão dantesca.
posted by Rogério de Moraes :: 00:53

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7205692"> 

A Porta do Inferno

"A visão da Porta do Inferno é algo que nunca se esquece."

"Um homem pode enlouquecer diante da Porta do Inferno."

Exageros a parte, a visão da escultura de Rodin, exposta na Pinacoteca de São Paulo, é uma experiênica única. A Porta do Inferno intriga, instiga e desarma qualquer criatura. Não só pelo tamanho - imponente e ameaçador - mas principalmente pelos detalhes, pela simbologia de suas partes, pela sua história e inspiração. É em sua riqueza de detalhes que a obra se torna pertubadora. São vozes. Vozes silenciosas que gritam. Torsos. Torsos improváveis que rangem. É impossível não ouvir, não sentir. É impossível ficar indiferente diante de tamanha obra. E depois de se prostar diante dela, ninguém jamais será o mesmo.
posted by Rogério de Moraes :: 00:45

Nome:
E-mail:
Mensagem:




quarta-feira, novembro 14, 2001 7122143"> 

Manifesto do Eterno Aprendiz

Porque escrever? Ainda mais, porque publicar o que se escreve. Ainda mais, porque expor tanto, o que se escreve? E ainda mais, porque pedir a opinião dos outros sobre o que se escreve. Perguntaram-me isso. Qual o motivo de eu expor minhas idéias, opiniões e impressões sobre a vida e as coisas, sobre o ser e o nada, parafraseando sei lá, qual escritor.

Talvez a natureza da pergunta não mereça resposta, uma vez que quem faz tal questionamento, certamente será incapaz de compreender certas motivações. Mas nunca abstenho-me de refletir sobre qualquer coisa que me digam ou quetionem a meu respeito ou – e principalmente – a respeito de meus atos. E entendi o princípio da incompreensão de meu interlocutor. E vi que não era tão absurdo seu questionamento, se analisado de uma outra perspectiva.

O conteúdo de meus últimos artigos são, de certa forma, polêmicos ou, no mínimo, discutíveis. Acrescente-se a isso o fato de eu não ser nada. Não ter nenhuma formação acadêmica, não ter nenhuma autoridade filosófica, acadêmica ou profissional para tratar de alguns dos assuntos que tratei em meus últimos artigos. Diante desses fatos, fica mais simples compreender a interrogação de meu interlocutor. E simplificando todo conteúdo filosófico, metafórico e simbólico de suas palavras temos a seguinte pergunta: você não tem medo de dizer uma grande, fenomenal, descomunal e irreparável merda!? Não tem receio de passar por idiota, ignorante, inculto, desinformado, preconceituoso, burro mesmo? Creio que foi isso o que me perguntaram.

Medo? Receio? Não, nada disso. O que eu tenho é pavor!!! Verdadeiro pavor de passar por tudo aquilo que descrevi acima. É claro que a insegurança, a incerteza convivem comigo em cada palavra digitada em meu iMac 233. E é claro que já cheguei a ficar paralisado com esse medo. Então o que me motiva? O que me faz continuar a escrever?

Dificilmente eu poderia enumerar todos os elementos que me motivam a escrever e publicar o que escrevo. Elementos que vão desde a vaidade até o orgulho, talvez passando por todos os 7 pecados capitais. Elementos que vão desde a mítica “necessidade de escrever” até a pura falta do que fazer. Mas de todos elementos de que tenho ou não consciência, um deles certamente posso afirmar com convicção que é o cerne de minha vida, de minha motivação e até de minha natureza: a mais pura e absoluta vontade de aprender. E é por pura vontade de aprender que ponho minha cara a tapa quase que diariamente aqui neste blog.

Sou autodidata. Antes não gostava de afirmar isso. Parecia algo prepotente, como se eu quisesse dizer com isso que eu era melhor que a média. Hoje tenho apenas simples conciência do fato. E não o sou por “dom divino” ou qualquer outro elemento mitificante. Sou autodidata por pura falta de condições.

- Ah, coitadinho… não tinha condições de estudar e teve de aprensder sozinho.

Coitadinho o caralho!!!! Não estou aqui para fazer apologia de minha auto-comiseração - que também habita em mim, bem o sei - mas para me justificar, só isso.

Não gosto de ler. Sou simplesmente viciado nisso. Apetite de informação, conhecimento. Se algo realmente me interessa, não me contento em apenas gostar, é preciso ter paixão pelas coisas. Por isso me considero um homem de paixões e pago preço disso. Chacotas, piadinhas e críticas simplesmente por que não me limito a gostar das coisas, me apaixono por elas. Mas cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, como bem disse Caetano Veloso. E eu conheço meu caminho e vou percorre-lo, por mais que me doa. Ou doa a quem doer.

É por isso que escrevo aqui. É por isso que ponho minha cara a tapa e é por isso que me arrisco a dizer grandes bobagens. Para que venha alguém e discorde frontalmente de mim e me obrigue, com uma argumentação melhor do que a minha (o que não é nada difícil), a repensar minha posição. Isso é aprender. E aprender é o meu negócio.

Refletir, debater, discordar, pensar, opinar, rever conceitos ou sustentá-los contra tudo e contra todos, esse é o espírito, isso é o que me mantém vivo (dramático isso, não?). E é isso o que quero aqui. Provocações. Não acredito ou não tenho mais idade para acreditar em um processo de apredizagem linear e coerente. Depois de tudo o que vivi só me resta continuar aprendendo como sempre aprendi: de forma caótica, sinuosa, recolhendo cacos de teorias, conceitos, idéias, elementos e fatos e tentando colá-los, aglutiná-los de alguma forma minimamente coesa e clara. E principalmente errando e errando feio. Minha língua e meu intelcto tem cicatrízes de palavras e idéias absurdas que um dia criei e continuo criando. Mas para cada marca de cicatríz há uma lição, para cada bofetada em minha cara há um aprendizado. E é disso que me alimento.

Portanto, é por isso que aqui escrevo. É por isso que aqui me exponho. E é por isso que quero ser criticado, apedrejado. Para que cada crítica, pedra, tapa, me seja uma nova cicatríz, um novo aprendizado. Pois, como já disse, é disso que me aliemento.

Rogério de Moraes








posted by Rogério de Moraes :: 17:59

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7104191"> 

Olá Rogerio,
Cara, gostei do blog! foi direto para o meus favoritos!! estou rindo até
agora da comparação dos "veículos Microsoft". Seus artigos estão mutio bons.
Vc tem estilo, emprega bem as palavras, embora eu não concorde com algumas
delas... no entanto gostei do seu artigo Resultados x Vaidades. Parabéns e
conte comigo agora no seu blog! Abraços.
Atencioasmente,
Omar Queiroz

Caro Omar,

Muito obrigado pelas pelos elogios. Espero poder contar com suas visitas sempre. Seja sempre bem-vindo. Abraços.
posted by Rogério de Moraes :: 00:47

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7104121"> 

Nada mal... belas poesias...
O teu artigo é bom, traz um ponto de vista interessante para esse mundo da
propaganda. Interessante notar que a crítica a ineficiência da propaganda
não tira a beleza da arte de algumas peças. Mas penso que vc poderia ter se
aprofundado um pouco mais no cerne da questão... ou o por que as agencias
fazem um trabalho sofisticado d+ para resultados poco efetivos
abs
Hernani Dimantas


Caro Hernani,

Obrigado por nos visitar. Que bom que gostastes das poesias.
Quanto ao porquê de as agências fazerem um trabalho sofisticado demais para poucos resultados efetivos, é uma resposta que talvez mereça uma reflexão mais filosófica. E filosofia não é minha praia... ainda. Mas vou dar alguns chutes aqui. E que me perdoem se eu falar muita bobagem. Aliás, perdoem não, desçam a lenha em mim sem dó.

Mas tentando responder, acredito que muitas coisas podem estar levando as agências a produzirem esse tipo de propaganda. Não sei se fui claro o suficiente em meu artigo, mas eu quis deixar a resposta subentendida. Como ainda não domino a arte da escrita, presumo ter falhado em meu intento. Vaidade pode ser uma das razões, afinal, convenhamos, qual é o publicitário que não gosta de um pouco de holofote e confete? Não estou generalizando, que fique claro, mas qualquer empresa ou pessoa pode se deixar trair pela tentação de ousar e a ousadia tem um preço: ou se ganha um grande destaque ou se fracassa criticamente. Também vejo muitas empresas como co-responsáveis por esse fenômeno, na medida em que "jogam" para os publicitários toda sua comunicação, sem, muitas vezes, terem ao menos uma idéia clara do que querem. Empresas que não tem (ou tem apenas para enfeite) um Planejamento Estratégico de Marketing com uma estratégica clara de posicionamento. Para nós, Profissionais de Markeitng, pode parecer um absurdo que grandes ou mesmo médias empresas tenham um descuido tão básico, mas creio que nos surpreenderíamos com a quantidade de grandes empresas que negligenciam os princípios básico de marketing. E aí a agência faz o que quer, baseada apenas em um briefing, como briefing fosse o suficiente para nortear uma campanha publicitária. Por fim, pode ser também simplesmente falta de visão das agências, que se deixam levar por modismos tecnológicos e fecham os olhos para outros meios de se fazer um "reclame", que poderia ser muito mais criativo, simples, barato e, principalmente, eficaz. É a síndrome de "maria-vai-com-as-outras". O publicitário pensa: se todo mundo tá fazendo assim, eu também vou fazer. E ainda acha que está inovando, que está sendo criativo. É a velha dificuldade de se quebrar paradigmas. E quanto a isso não posso julgá-los (aliás, em nenhum aspecto posso julgar ninguém, pois sou tão volúvel quanto todos), pois nem sempre é fácil enxergar o óbvio ululante. Como disse Morpheus: "Existe uma grande diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho, Neo."

E para quem não conhece o Hernani (o que acho improvável) visitem o blog dele. O link dele está ao lado na seção "Conheça esse Blogs". Em questão de blog e marketing, ele é " cara".
posted by Rogério de Moraes :: 00:45

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7104019"> 

Olá Rogerio,
Cara, gostei do blog! foi direto para o meus favoritos!! estou rindo até
agora da comparação dos "veículos Microsoft". Seus artigos estão mutio bons.
Vc tem estilo, emprega bem as palavras, embora eu não concorde com algumas
delas... no entanto gostei do seu artigo Resultados x Vaidades. Parabéns e
conte comigo agora no seu blog! Abraços.
Atencioasmente,
Omar Queiroz

Caro Omar,

Muito obrigado pelos elogios. Espero poder contar com suas visitas sempre. Seja sempre bem-vindo. Abraços.
posted by Rogério de Moraes :: 00:41

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7103946"> 

Cartas

Agora um pouco de Cartas do Leitor. Porque não basta dizer o que pensa, é preciso dar a cara a tapa. Portanto, aqui está.
posted by Rogério de Moraes :: 00:38

Nome:
E-mail:
Mensagem:




terça-feira, novembro 13, 2001 7075202"> 

Essa é do meu colega de plataforma (Macintosh) Saulo " The Undertaker " Barros:

"Eu queria morrer como o meu avô, dormindo tranqüilo... e não gritando desesperadamente, como os quarenta passageiros do ônibus que ele dirigia!"
posted by Rogério de Moraes :: 00:14

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7075161"> 

Negação.

Você
Insistiu
Insistiu
Insistiu
E eu
Neguei
Neguei
Neguei

Até que você
Parou de insistir
E eu
Parei de negar.

Rogério de Moraes
posted by Rogério de Moraes :: 00:13

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7075140"> 

Encontro de Elaine

E ficou não sei o quê
Um misto de desejo inacabado
Proibido lampejo de quando estava
Sozinho ao seu lado.

E ficou a lembrança de seu sorriso
De minha mão
- Levemente pousada -
Sobre a sua
Ao passar-me a caneta
Enquanto brincávamos
Sem saber qual brincadeira
Seria mais perigosa...
E eu não podia me concentrar
Diante de seu riso
De seus olhos
De seus lábios.

E ficou o inacabado
Daquilo que nem sequer começou

No ar um olhar
De riso que queria beijar
E de beijo que queria sorrir
De palavra que queria calar
De silêncio que queria dizer

Valha-me Capitulina
Inocente ou culpada
que a culpa de meu desejo
Não desfaça a alegria
De teu reencontro
Que tão sublime
Transformou meu domingo
Num estado de tua presença
Satisfeita em teu olhar tranquilo.


Rogério de Moraes
12/11/2001

Para Elaine
posted by Rogério de Moraes :: 00:12

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7075120"> 

O Inferno do e-mail Fofinho

Não ia falar mas agora eu vou. Tô de saco cheio!
Alguém pode me explicar porque as pessoas tem essa ânsia de enviar e-mails com mensagens de paz, força, lições de moral, bichinhos fofinhos, oncinhas pintadas, coelhinhos de pelúcia vão se… oops, me empolguei.

Falando sério. Receber um e-mail bonitinho de um amigo, tudo bem. Desde que seja endereçado só a você, que seja pessoal. Mas receber uma penca de mensagens, todas com aquele nojento FW:ENC no campo subject (campo assunto, para quem usa sistema em português) e uma extensa lista de endereços e-mails de todas as pessoas que também receberam é uma tremenda falta de educação. E pior, são todos em HTML ou com anexos, o que os tornam pesados. E eu não tenho banda larga nem sou acionista da Telefônica pra ficar esperando baixar mensagem de 500kb que não me interessam em nada, absolutamente em nada. Poupem meu HD.

Isso tudo, sem falar nos hoax que os idiotas criam e os outros mais idiotas repassam. É uma falta de informação assustadora. E o paradoxo disso é que é uma tremenda falta de informação justo no ambiente da informação que é a internet.

Vou começar a ser mal-educado com quem me mandar esses porcarias impessoais. Se quiser me mandar uma piada, manda. Mas só pra mim. Com uma mensagem pessoal para mim. Não aquela porcaria de FW:ENC com aquele monte de endereços de e-mail. Que coisa mais impessoal.

E tem mais. Não gosto de receber piada, nem mensagenzinhas bonitinhas. Se eu quiser ler mensagem bonitinha compro um livro de auto-ajuda ou de provérbios. Se quiser ver figuras fofinhas entro num site pornô de gordas. Se quiser mensagem de paz vou na missa do padre boiola Marcelo. Não precisa ninguém me enviar nada, não. Coisa mais chata, pô.

Dinheiro pra minha conta ninguém manda, vir aqui dar um beijinho no titio ninguém vem, agora entupir minha caixa postal de porcaria todo mundo enche. E já encheu, encheu mesmo.

Falei!




posted by Rogério de Moraes :: 00:11

Nome:
E-mail:
Mensagem:


7075092"> 

Resultados X Vaidades

O assunto agora é publicidade. Em conversa informal com amigo no último final de semana, fui (informalmente) informado que as vendas do Pálio sofreram uma sensível queda após a veiculação de uma peça publicitára na televisão. A peça mostrava um sujeito tentando impressionar sua companheira mostrando os acessórios de seu Pálio, mas ao final da noite o sujeito se via diante de uma vergonhosa “brochada”. Se é verdade que por conta dessa peça publicitária houve queda nas vendas do pálio, ainda não fui confirmar, mas isso não é o importante aqui. Usei o exemplo do Pálio para dar um introdução e ilustração ao assunto que quero trartar aqui. O assunto diz respeito a certas campanhas publicitárias que vem sendo produzidas. É um festival de criatividade, de humor, de animação computadorizada, de artistas e atletas famosos e de mais algumas dezenas de recursos para chamar a atenção. É um “reclame” melhor que o outro, sem ironia. Muitos são engraçadíssimos e outros de uma qualidade técnica que não deixa nada a desejar. Nossa classe publicitária há muito já faz parte do cenário internacional, arrematando conceituadíssimos prêmios no exterior. Parabéns a todos nosso publicitários. Mas eu não sou publicitário, sou Profissional de Marketing. Sendo assim pergunto: está tudo muito lindo, mas e os resultados?

Exemplo: Lembram de um comercial que fez muito sucesso há alguns anos atrás, que mostrava formiguinhas eufóricas se utilizando de caixas de som para serem arremessadas no ar numa espécie de bung jump do reino animal? Lembram, né? Pois é, essa campanha foi premiadíssima. E eu pergunto: qual era a marca de aparelho de som que estava sendo divulgada?

Como ilustra o exemplo, a campanha foi um sucesso… para a agência. Para o cliente foi no máximo boa, uma vez que não trouxe resultados efetivos. Ocorreu aqui um fenômeno que poucos profissionais da área de comunicação perceberam e que cada vez vem se repetindo em nosso meio: a criatividade ofuscando a marca ou o produto anunciado. E cada vez mais isso vem deixando de ser exceção para se tornar regra. É o típico caso daquele comercial que nos chama a atenção – geralmente pelo humor - , que é sempre lembrado e comentado nas conversas informais em nosso trabalho, em mesas de bares ou no churrasco de fim-de-semana. Porém, se alguém pergunta o que ele anuciava, ninguém saberia responder ou no mínimo teria dificuldade em lembrar. Com isso a agência ganha prêmios e visibilidade no mercado enquanto o cliente (que bancou o rega-bofe, por assim dizer) ganha no máximo um sorriso amarelo.

A realidade que se parece delinear atualmente com esse fenômeno é de que as agências parecem estar, em alguns casos, muito mais preocupadas em criar campanhas antológicas - e caríssimas – que tenham tremenda repercusão, mas que nem sempre agregam valor ao cliente. Muitas vezes abre-se mão da simplicidade e dos resultados concretos que se poderia obter com ela, em busca do glamour e dos holofotes que raramente garantem vendas e crescimento sustentado para o cliente. Vejam o exemplo da Brahma com seus caranguejos (ou siris, sei lá) e tartarugas animadas. São campanhas excelentes em criatividade e qualidade de produção, mas quanto elas contribuíram para aumentar/sustentar as vendas ou fortalecer/consolidar a marca? Acho que muito pouco.

E não venham me acusar de “retranqueiro da publicidade”. Não sou inimigo da “publicidade arte”, da criatividade, nem dos recursos tecnológicos de animação. Nem tampouco estou menosprezando os prêmios que nossa publicidade vem conquistando. Estou apenas dizendo que nossa classe publicitária deveria usar todo seu aparato de forma mais focada, buscando resultados para o cliente e não combustível para suas fogueiras da vaidade. Lembrando que ser criativo é trazer resultados para o cliente com o mínimo de recursos desperdiçados. Pode ter animaçãozinha, pode ter piadinha, pode ter gente famosa, mas a frente de tudo isso vem a marca, o produto, a empresa. E não o contrário. O sucesso de uma agência ou de um publicitário deve ser construído na esteira do sucesso de seus clientes. E não o contrário, repito.

Por fim, é preciso que as empresas sejam mais criteriosas na hora da aprovação de suas campanhas. O caso do Pálio, citado no início, soou-me absurdo desde a primeira vez que o vi. Parecia-me por demais óbvio a provável associação entre impotência sexual e o Pálio. Mas, talvez a ânsia de ser engraçadinho, tenha ofuscado o mal que aquilo representava. É preciso ficar atento, embora o óbvio seja ululante. É preciso, enfim, amainar as vaidades criativas dos publicitários e lembrá-los da importância em trazer resultados… para o cliente.

E que venham as pedradas.

Rogério de Moraes


posted by Rogério de Moraes :: 00:10

Nome:
E-mail:
Mensagem:




sexta-feira, novembro 09, 2001 6988420"> 

Hoje completam-se 28 anos de meu nascimento.
Viver, foi a melhor coisa que me aconteceu.

Graças a Deus.
posted by Rogério de Moraes :: 08:28

Nome:
E-mail:
Mensagem:




terça-feira, novembro 06, 2001 6898043"> 

A quem estamos xingando?

Não há nada mais comum e cotidiano na vida do brasileiro do que falar mal do governo e, principalmente, dos políticos. Isso sempre foi a regra e de uns tempos para cá se tornou ainda mais cotidiana devido às inúmeras denúncias que vem sendo publicadas na imprensa, a chamada indústria do denuncismo. Então, este é o momento em que nos voltamos revoltados para o congresso e para as principais instituições políticas do país para expressarmos toda nossa revolta, indignação, e até espanto pelo imenso mar de lama que, apesar de tanto conhecermos, ainda nos deixa “estupefactos” pela sua infinita capacidade de nos revelar novas facetas de sujeira e pútridos elementos.

A partir daí, sobram adjetivos para aqueles que governam e legislam nosso país. Os mais comuns são: corruptos, ladrões, desonestos, trambiqueiros, sem ética, sem moral, sem respeito e mais uma infinidade, acrescentando também os de baixo calão, que são mais ricos em diversidade e criatividade. E espalhamos aos quatro ventos das filas de banco (especialmente a de aposentados), das bancas de jornal, das mesas de bares, das reuniões de escritório em torno do bebedouro ou na copa. Enfim, em qualquer lugar em que haja um eleitor insatisfeito, indignado... verdadeiramente indignado. E cumprimos todo esse ritual como se nada disso fosse com agente. Será?

Para tentar acharmos uma resposta, vamos tentar traçar uma linha de raciocínio reta. Primeiro, devemos nos perguntar quem são os políticos que estão no poder. “Grosso modo” podemos dizer que são pessoas que foram selecionadas para realizarem algumas tarefas em nome do povo. Hummm... interessante. Depois devemos nos perguntar quem selecionou essas pessoas. Sendo bem objetivo: o próprio povo. Agora nos perguntemos o que são os políticos. E eu digo, superficialmente, que são os representantes do povo. Acho que esse é o ponto.

O conceito básico de nosso modelo de república democrática baseia-se na representação. E pelos princípios desse conceito o congresso, as câmaras e outros órgãos representativos cujos membros foram eleitos pelo voto direto do povo são a representação legítima desse mesmo povo. Portanto, se o representam (ou deveriam) em seus interesses, certamente o representam também em seu caráter. Este é o meu ponto, como dizem os americanos.

Os políticos que lá estão, cometendo todo tipo de crime, todo tipo de falcatroa e que nos deixam boquiabertos com tamanho cara-de-pau, foram colocados lá por nós mesmos. Ou alguém pensa que eles chegaram lá por algum passe de mágica? Pirlimpimpim!!!! Se é assim, com que cara de desavisados podemos criticá-los? Como podemos agir como se os problemas de falta de caráter de nossa classe política não fosse com a gente? Nós os elegemos, nos os colocamos no poder e todos nós somos coniventes com seus atos. Se não coniventes, pelo menos omissos, na medida que nem sequer lembramos em quem votamos para deputado, senador e vereador. Mais ainda, colocamos no poder pessoas que são reconhecida e indiscutivelmente desonestas, como o caso do “malufismo”. Caso não, doença, peste, praga...

E são fatos como esses que me levam a concluir um fato que dói admitir: o caráter de nossa classe política é o mais puro, cristalino, límpido e doloroso reflexo do caráter de nosso povo. Já dizia a máxima: cada povo tem o governante que merece. E essa afirmação é de uma época em que os governantes não eram escolhidos pelo povo.

Se nossos representantes são desonestos, é porque somos, em menor ou maior escala, desonestos. Se nossos representantes são corruptos, é porque somos, em maior ou menor escala, corruptos. E assim sucessivamente a respeito de tudo do que os classificamos, ou quase tudo... O fato, e acredito realmente que isso seja um fato, é que a média do caráter nacional está perfeitamente clara e refletida no caráter de nossos representantes. Digo média, pois - apesar de isso parecer uma contradição - quero evitar uma generalização. Exceções existem, mas muito mais para comprovar a regra do que para desmerecê-la.

Elegemos aqueles com os quais nos identificamos. Mesmo que inconscientemente. E depois nos fazemos de santos, exibindo uma dissimulada indignação para um ato, que pode até ser cotidiano em nossos próprios atos, mas que por ter sido cometido por um político eleito ganha proporções – a nosso ver, é claro – gigantescas, como se fosse o absurdo do absurdo. Não quero, com esse discurso, eximir os políticos de qualquer culpa ou diminuir a gravidade de seus descalabros. É verdade também que por ocuparem o lugar que ocupam na sociedade, têm uma responsabilidade exponencial para com seus atos, opiniões, posições. Mas o que é realmente absurdo é agirmos com surpreendente espanto com a denúncia de algo que para nossos princípios, caráter e moral seria até aceitável, mas fingimos ser algo que nunca faríamos. Hipocrisia!!!

Somos tão responsáveis como os que cometeram o ato. Responsáveis por tê-los eleito, responsáveis por ser conivente com a desonestidade em nosso dia-a-dia, responsáveis por sermos, nós mesmos, desonestos. Responsáveis por julgarmos o próximo, sem sequer olharmo-nos no espelho.

É hora de pararmos, não só com essa hipocrisia – o que já seria um ótimo começo -, mas principalmente mudarmos o caráter de nossa nação. Perdoem-me a falta de criatividade, mas precisamos agir com tolerância zero. Temos de parar de aceitar com naturalidade a indústria da corrupção, na polícia, no banco, na banca de jornal, na padaria, na barraquinha de cigarro. Chega desse nefasto “jeitinho”. Punamos com a mesma seriedade (e severidade, se for o caso), desde um homicida até um simples infrator de trânsito. Aliás, simples não, um infrator de trânsito. Ponto.

Por fim, não quero que me tomem como radical ou extremista. Nos extremos estão os medíocres. É no consenso e no equilíbrio que estão as respostas mais corretas. Mas precisamos vigiar, policiar e refletir sobre nossa tolerância. Talvez tenhamos sido por demais acomodados para com nós mesmos. Sejamos honestos, sim. Principalmente quando confrontados com um espelho que nos reflete sem distorções ou maquiagens.

E que venham as pedradas

Rogério de Moraes





posted by Rogério de Moraes :: 00:11

Nome:
E-mail:
Mensagem:


6898019"> 

De quem é a falta de educação?

O problema da educação no Brasil pode ser debatido a partir de uma série de aspectos. São inumeráveis teorias que geralmente abordam fatores que vem desde a colonização até os períodos ditatoriais pelos quais passamos nas últimas décadas. Contudo, muito pouco se pode concluir de tudo isso, uma vez que a questão é de tamanha complexidade, que chego às vezes a pensar que existe um ponto em nossa história onde há um lápso temporal a partir do qual tudo poderia se esclarecer, mas que foi misteriosamente apagado da linha tortuosa da História Brasileira. Uma espécie de elo perdido.

Não obstante toda essa complexidade para a compreensão do problema, nada nos exime de nossa responsabilidade em tentar não só compreendê-lo, mas, principalmente solucioná-lo. E nessa busca do “cálice sagrado”, não faltarão opiniões superficiais ou simplistas e teorias sem muita profundidade. E é nessa categoria que dou minha contribuição.

Para tudo é preciso olharmo-nos no espelho. Precisamos deixar de sermos covardes e admitirmos nossos erros. A educação no Brasil nos últimos aos teve avanços em alguns pontos e retrocessos em outros. Não caberia aqui uma análise segmentada envolvendo ensino básico, médio ou superior. Estaríamos caindo na complexidade novamente. Não quero ser complexo, quero ser simples. E pergunto a você, caro ouvinte: qual o seu grau de responsabilidade nisso tudo? Já parou para pensar? Não? E se você for um “educador” (as aspas podem ser ironia ou não)?
Ando meio desligado do mundo nesses últimos dias, mas ouvi uma notícia na CBN (ver link rápido) falando que as aulas desse anos poderiam se estender até março em virtude da greve do professores. Confesso que não sei qual classe de professores está em greve, mas sei o que é uma greve de professores. E por hora isso basta para que eu desça a lenha neles.

A greve é um instrumento democrático de reinvidicação de direitos e melhorias no trabalho e na remuneração do mesmo, entre outras coisas. É louvável a mobilização de uma classe trabalhadora em busca de um objetivo comum. Isso indica maturidade democrática. E maturidade significa também responsabilidade. Já se tornou lugar-comum falar em direitos e deveres. Neste caso, prefiro usar direitos e responsabilidades, afinal estamos falando de educação, o alicerce de uma nação. E pergunto: quantos desses que estão em greve, no exercício legítimo de seu direito de cidadão e trabalhador, já pararam para pensar na carga de responsabilidade que tem para com a sociedade? Por mais nobre, justa e louvável que seja sua causa, será que não estão se omitindo ao permitir que a situação chegue ao ponto de o ano letivo ter de se estender até março? Ou será que existe ainda gente tão ingênua a ponto de pensar que isso não contribui para deteriorar a já deteriorada qualidade do ensino no Brasil? E como fica a sociedade?

O que ocorre é que se sacrifica o direito da maioria (à educação de qualidade) pelo de uma minoria e isso não me parece justo, por mais justa que seja a causa da minoria. É aqui que entra a questão da responsabilidade. Sim, admito que estou apresentando o problema sem contribuir com sugestões para solucioná-lo, coisa que particularmente repudio (odeio críticas sem sugestões). Mas o ponto a que quero chegar não é o da solução, mas o da conscientização. Você, caro ouvinte, que tem filhos na escola, já parou para pensar na sua responsabilidade também? Ou você acha que basta deixar o guri ou guria na escola e tudo se resolve num passe de mágica. Pirlimpmpim!!! Também temos nossa parcela de culpa na qualidade da educação.

É claro que tem o outro lado. O do governo. Mas esse já recebe tantas críticas que a minha não contribuiria em nada. Leiam meu próximo artigo sobre política e entenderão esse ponto. Mas vale lembrar que o governo tem sim sua parcela de culpa, mas não toda culpa. Precisamos deixar de ficar sentados achando que o governo vai resolver nossa vida. Não vai, mesmo que aprendamos a votar. E isso ainda vai demorar muuuuuito.

O que quero dizer com tudo isso é que a educação de um povo é tão importante, que não pode ficar à margem de certos debates, como costuma ficar quando a questão é campanha salarial dos professores. É preciso avaliar as prioridades, é preciso criar uma consciência social da importância do ensino entre a classe dos professores que, paradoxalmente, parecem ser os primeiros a se esquecerem dela. É preciso acima de tudo encontrar uma solução para o impasse entre uma causa justa de uma classe e a urgência de uma causa mais do que justa, simplesmente vital, de toda uma nação de jovens. É preciso parar de querer ter uma escola melhor e começarmos a fazer uma escola melhor.

E que venham as pedradas.

Rogério de Moraes



posted by Rogério de Moraes :: 00:10

Nome:
E-mail:
Mensagem:




sexta-feira, novembro 02, 2001 6822436"> 

Nota Biográfica de Fernando Pessoa

Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa

Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio nº 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório), em 13 de Junho de 1888.

Filiação: Filho legítimo de Joaquim Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do General Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do Conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto, e que foi director-geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral - misto de fidalgos e de judeus.

Profissão: A designação mais prórpia será "tradutor", a mais exacta a de "correspondente estrangeiro em casas comerciais". O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.

Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.

Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. O que, de livros ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: "35 Sonnets" (em inglês), 1918; "English Poems I-II" e "English Poems III" (em inglês também), 1922, e o livro "Mensagem", 1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria "Poema".

Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante João Miguel Rosa, Cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Raínha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.

Ideologia política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação orgânicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.

Posição iniciática: ????

Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolidato da infiltração católica-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: "Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação."

Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.

Resumo destas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.

Lisboa, 30 de Março de 1933
posted by Rogério de Moraes :: 21:08

Nome:
E-mail:
Mensagem:


6821862"> 

MALE DE ESSÊNCIA

Ah!... e essa casa escura e silenciosa e vazia e perdida entre

Tantos fantasmas, demônios, deuses e anjos caídos.

E essa porta fechada, lacrada, silente, fitando-me

Calando-me, cercando-me, oprimindo meu pensamento.

E esse ar insólito, pesado, rasgado, pútrido e infecto

Que entra em minhas narinas, pulmões, cérebro e olhos.

Meus olhos que cerrados, abertos, videntes, cegos e sujos

Contemplam o silêncio, o vazio, o nada que me enche

Por todos os lados, todos os cantos, todos os ventos.

E todos os males, todas as dores, todos que foram e todos que ficaram

São-me o incompleto, o imperfeito, o disforme, o bizarro, o mais belo.


Rogério de Moraes
23/10/2000


posted by Rogério de Moraes :: 20:41

Nome:
E-mail:
Mensagem:


6821213"> 

Jornalismo, canudo e hipocrisia

Está nas mesas dos bares virtuais a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista.
Faço coro a José Arbex Jr, Heródoto Barbeiro, entre outros consagrados jornalistas: o diploma é dispensável.

Não digo com isso que aqueles que o buscam estão em uma jornada inútil, afirmo porém que não é o canudo que faz o jornalista. Para ser jornalista é preciso, antes de mais nada, ter paixão pela vida, pela língua, pela palavra. É preciso aprender a escrever, discernir, filtrar e ter uma grande responsabilidade com aquilo que escreve, seja uma nota de rodapé, seja uma matéria de capa. E isso não se aprende em faculdade. Ser jornalista é um estado de espírito. Não se torna jornalista, nasce-se. E o diploma, nisso tudo, é um detalhe dispensável, que serve na maioria das vezes, para encobrir a incompetência, a inaptidão e o descaso para com uma das mais nobres - e pobres em alguns casos - profissões.

posted by Rogério de Moraes :: 20:10

Nome:
E-mail:
Mensagem:


arquivo
frase
meus favoritos
blogs que leio